Theresa Catharina de Góes Campos

 

 

 
Nova Acrópole – Saber Amar

De: Nova Acrópole 
<propaganda@acropolebrasil.com.br>
Date: seg., 10 de mar. de 2025 
Subject: #146 – Saber Amar
To: <
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“Deixar de querer crescer é banir o amor de nossas vidas.”

 Pilar Luis

  

Os poetas, os filósofos e todo ser humano, cuja alma está viva, sempre falaram do amor.

No amor se tem visto o mais nobre e grande sentido que se possa dar à vida.

Mas o que é o amor?

Qual é a sua essência?

Todos nós experimentamos amor, mas o que é exatamente?

As formas por meio das quais nós experimentamos o Amor ao longo da vida são múltiplas.

Sentimos amor por aqueles que são mais novos e mais frágeis do que nós e a quem pudemos dar o melhor de nós mesmos; por aqueles que são mais velhos e que deram o melhor de si mesmos; pelos que são nossos iguais, os amigos de alma e os parceiros com os quais crescemos. Devemos amar a nós mesmos.

E também amamos o grande e o eterno, a Natureza que nos envolve, o Mistério do qual fazemos parte e as respostas do ser humano para ele mesmo: as ciências, as artes, a mística e a filosofia.

Para responder às perguntas mencionadas sobre o amor, recorramos a Platão.

No diálogo do Banquete ele pôs nos lábios da sacerdotisa Diotima um belo mito que nos aproxima da essência do amor.

Quando Afrodite (Deusa Grega da Beleza) nasceu, os deuses celebraram com uma grande festa. Entre eles se encontrava Poros (símbolo da abundância). Depois do jantar, Penia (símbolo da pobreza) se apresentou pedindo algumas migalhas, sem ousar passar da porta.

Naquele momento, Poros, embriagado de néctar, saiu da sala e entrou no jardim de Zeus, onde o sono não tardou a chegar. Penia teve a ideia de ter um filho de Poros; deitou-se ao seu lado e foi mãe de Eros (o Amor).

Como filho de Poros (a abundância), teve como herança ser encantador, valente, perseverante, engenhoso e generoso.

Como filho de Penia (a pobreza), sempre está procurando algo para suprir o que lhe falta, pois, o amor também é expressão de carência.

O mito nos ensina que o amor é uma força intermediária entre o mundo de seu pai, o mundo do eterno, do perfeito, dos arquétipos onde não só reside, para Platão, o Belo, mas também o Bom, e a Sabedoria, e o mundo de sua mãe, do que é passageiro, mutável, carente, imperfeito no qual nos movemos.

 O amor é então um laço que une o grande e o pequeno, o perfeito e o imperfeito, o diferente, de um modo geral.

De um ponto de vista mais geral, sempre que dois elementos estão unidos, não é incorreto dizer que existe amor entre eles, que se buscam, que se complementam.

A relação que Platão faz entre o amor e Poros, a abundância, não nos surpreende, porque todos nós sabemos que o amor é generoso, valente, que para ele não existem limites. Mas, por outro lado, pode nos surpreender o parentesco do amor com Penia, a pobreza. Mas é muito certeira essa explicação porque realmente amamos, procuramos, o que não temos. Sentir amor é ser consciente de nossas carências, do que nos falta. Amar é procurar a própria completude.

Mas há um terceiro elemento no mito que é fundamental. Eros sempre acompanha Afrodite, a Deusa da Beleza e da Harmonia.

O amor sempre procura o Belo, o Bom, o Justo, o sublime, e por isso a consequência imediata do amor é a transformação, o crescimento, porque é uma força, um vetor que aponta para cima, para as estrelas.

O fruto do verdadeiro amor é o crescimento. 

Assim, para sabermos se uma relação é de amor, perguntamo-nos:

Existe verdadeira doação generosa?

Existe recepção?

Existe crescimento, transformação?

Se for assim, estamos ante um verdadeiro laço de amor, senão só estamos ante a sua sombra.

 adaptação do texto de Pilar L uís

     Nova Acrópole

 

                                                       

         

    

 

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Livro: O Banquete de Platão Platão, ícone da filosofia ocidental, apresenta ao leitor de  O Banquete  uma das obras-mestras do clássico pensamento grego acerca do Amor (Eros).

 

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