Theresa Catharina de Góes Campos

 

 

 
De: Nova Acrópole <propaganda@acropolebrasil.com.br>
Date: seg., 17 de mar. de 2025 
Subject: #147 – O Homem de Aço em Nós
To: <
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“Devemos recobrar nossa própria identidade e trabalhar sobre nós mesmos e fora, de maneira heroica, tratando de nos acercar dos Deuses de todas as maneiras possíveis."

 Jorge Angél Livraga

  

Em uma época próspera em heróis do cinema, criaturas fortes, invencíveis e de natureza indomável, acredito que vale a pena refletirmos sobre o que nos fascina nesses seres fantásticos, com os quais nossa fantasia voa, mas nos quais normalmente (e talvez infelizmente) não podemos acreditar.

Os antigos gregos, os pais de nossa civilização, diziam que os heróis eram filhos da união entre deuses e homens, ou seja, uma mescla entre o divino e o humano, e portanto, trazem em si parte da natureza de ambos.
Mas juntamente com seus poderes incríveis e sua força de vontade sobre-humana, os acompanham sempre inimigos terríveis, às vezes monstruosos e também superpoderosos, e ainda..., algumas fraquezas, resultado de seu parentesco conosco.

Não podemos, para ser sensatos, acreditar realmente que heróis assim sejam possíveis, ainda mais os que são hoje apresentados no cinema. Mas como filósofo, acredito que tudo tem um propósito, uma razão de ser, e que se os velhos gregos conseguiram conquistar a coroa de louros ao ser vitoriosos não apenas contra seus inimigos naturais, os persas, mas também contra o tempo, estando presentes até hoje em nossa cultura (língua, hábitos, arquitetura, etc.). Então, como civilização, eles conseguiram ser como seus velhos heróis, que para nós hoje são apenas entretenimento, mas que para eles foram motivo de inspiração.

Talvez, os heróis não tenham nascido apenas para nos dar asas à imaginação, mas para que nossa imaginação, inspirada pela elevada nobreza de seu aspecto divino, possa nos guiar a ser mais do que a princípio acreditamos que podemos ser. 

E até mesmo suas fraquezas, que no cinema sempre nos deixam angustiados ante a possibilidade de que ele não consiga resistir ao inimigo, vêm nos mostrar que, justamente, ser heróico é ser capaz de ser vitorioso apesar das debilidades, sem as quais ele já não seria um herói, mas sim um deus, não sendo assim muito útil como modelo de inspiração, ao estar, por demais, distante de nossa realidade humana.
Dizem que numa certa ocasião, 300 gregos, liderados por seu rei, Leônidas, conseguiram derrotar mais de 20 mil persas num combate, em igualdade de condições. E que por causa deste feito, a antiga Pérsia não conseguiu invadir a Europa, impedindo-os de levarem sua cultura ao mundo ocidental. E que se não fosse a decisão daquele rei, e a força incrível daqueles guerreiros, talvez hoje falássemos algum idioma árabe, e vivêssemos os costumes orientais. A decisão de um homem, aliada à vontade de 300 outros, determinou a história do mundo ocidental.

Para mim, isso nos mostra que não são apenas os grandes movimentos coletivos que determinam a história, mas também, as decisões que tomamos cotidianamente. E também ainda, que um povo não precisa ter seus heróis apenas na literatura (ou em nosso caso, nas telas), mas também em si mesmos.

Ao caro leitor, fica o convite à reflexão sobre o herói que pode encontrar aí mesmo, dentro de você.

Não o herói do cinema, mas o que vai ao trabalho todos os dias, que cuida de casa, estuda, educa os filhos, ama, crê, duvida, ri, chora...

Que tal ser heroico, em sua medida?

Que tal fazer, o que quer que faça, tendo em vista que são os seus atos os que, afinal, determinarão sua existência?

Que são as suas ações, ao final, as que dirão quem somos nós, o que podemos, quem fomos...
Quem é você?

O que você quer ser?

Nova Acrópole

                                                      

         

    

 

Vídeo: HERÓI DE MIL FACES 01 - Introdução - Leitura comentada do livro de Joseph Campbell Neste vídeo,  é possível assistir à primeira parte da leitura comentada do livro O Herói de mil Faces, feita pela Professora Lúcia Helena Galvão. As outras duas também poderão ser acessadas no youtube da Nova Acrópole. 

Livro: Portões de Fogo de Steven Pressfield O rei Xerxes comanda dois milhões de homens do Império Persa para invadir e submeter a Grécia. Em uma ação suicida, uma pequena tropa de 300 temerários espartanos segue para o desfiladeiro das Termópilas para impedir o avanço inimigo. Eles conseguem conter, durante sete dias sangrentos, as tropas invasoras. No fim, com suas armas estraçalhadas, arruinadas na matança, lutam “com mãos vazias e dentes”. Relatados diretamente ao rei pelo único sobrevivente grego, os fatos são apresentados ao leitor de maneira vívida e envolvente. Mais do que somente com a batalha, o leitor entra em contato direto com o modo de vida desses antigos guerreiros, sua rotina, seus valores, sua coragem, seus ideais. A narrativa empolgante de Steven Pressfield recria, assim, a épica Batalha de Termópilas, unindo, com habilidade, História e ficção.

Livro: O Herói de Mil Faces de Joseph Campbell é um consagrado livro escrito pelo mitólogo Joseph Campbell, que dedicou sua vida ao estudo apaixonado da mitologia presente em inúmeras civilizações ao longo da História. Da criteriosa comparação de seus elementos Campbell deduz um modelo do caminho a ser perseguido pelo homem em busca de sua perfeição. Foi graças à sua orientação que George Lucas consegue dar à saga Guerra nas Estrelas tanta consistência e inspiração heróica a seus admiradores.  

Vídeo: A Jornada do Herói Neste vídeo, a professora Renata Peluso nos apresenta a Jornada do Herói por meio da mitologia.

Música: Gustavo Dudamel - Beethoven: Symphony No. 3 - Mvmt 1 (Orquesta Sinfónica Simón Bolívar) Neste vídeo, o maestro Gustavo Dudamel comanda a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar da Venezuela. Uma apresentação da 3ª Sinfonia de Beethoven, também conhecida por Eroica. Em Eroica, Beethoven explora aspectos universais do heroísmo, centrados na ideia de um confronto com a adversidade que leva finalmente a uma renovação de possibilidades criativas segundo alguns estudiosos das obras deste grande músico.

  

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