E se,
depois
de
seguir a
orientação
do
médico
do seu
filho,
agentes
do
Estado
batessem
à sua
porta,
inesperadamente,
tarde da
noite, e
levassem
seu
filho
embora?
Como
mãe, só
de
imaginar
isso, o
coração
aperta.
Eu
queria
estar
aqui
hoje
apenas
para te
desejar
um Feliz
Natal e
te
trazer
palavras
de
esperança
e boas
mensagens.
Mas ao
esperar
o Menino
Jesus na
manjedoura,
meu
coração
se volta
para
estes
pais,
que
passam
este
Natal
sem seus
filhos.
Enquanto
a mídia
se cala,
uma
família
sofre em
silêncio.
Foi
exatamente
isso que
aconteceu
em
Arroio
Grande,
no Rio
Grande
do Sul,
Brasil.
A
primeira
criança
apresentou
reação
após a
vacinação.
Diante
do
quadro,
o médico
— com
cautela
e
responsabilidade,
contraindicou
a
inoculação
das
doses,
inclusive
da
segunda
criança,
sempre
com foco
em
proteger
a saúde
delas.
Em vez
de
cuidado,
a
família
recebeu
força e
arbitrariedade.
As
autoridades
ignoraram
o laudo
médico,
apareceram
sem
aviso e
retiraram
as
crianças
— sem
avaliação
médica
independente,
sem
audiência,
sem
qualquer
chance
dos pais
se
explicarem.
Relatórios
sociais
não
apresentaram
nenhuma
questão
que
direcionasse
para
essa
decisão
judicial,
ou seja,
os pais
sequer
imaginaram
que o
Poder
Familiar
estava
em
risco.
Era
noite
quando o
poder
público
recolheu,
à força,
os
irmãos
do lar e
os levou
a uma
casa de
acolhimento.
Você
consegue
imaginar
o que se
passa
com este
casal? O
Natal se
aproxima
e agora
eles
lutam
para ter
seus
filhos
de
volta.
Eles
sofrem
com a
dor
diária
de
chegar
em casa
e
encontrar
o
silêncio
em que
deveria
haver
risadas?
Encontram
brinquedos
intocados.
Camas
vazias.
Nenhuma
explicação.
Nenhuma
despedida.
Como
mãe,
posso
imaginar
que uma
dor seja
insuportável.
Este
caso não
é apenas
doloroso
— é
profundamente
injusto.
Crianças
foram
separadas
sem
prova de
perigo,
sem
devido
processo
legal e
em total
desrespeito
aos
padrões
internacionais
de
direitos
humanos.
E não
foi
apenas
um laudo
médico
ignorado
— foram
cinco.
Isso
mesmo:
cinco
relatórios
médicos
assinados,
detalhando
as
reações
das
crianças
e
recomendando
cautela, foram
simplesmente
descartados.
Em vez
de ouvir
especialistas,
o Estado
tratou
pais
responsáveis
como
suspeitos
— apenas
por
tentarem
proteger
a saúde
dos
próprios
filhos.
O que
precisa
ser
feito é
claro.
A
Comissão
Interamericana
de
Direitos
Humanos
(CIDH)
deve
intervir: investigar
os
abusos
cometidos,
proteger
as
crianças
e
restaurar,
imediatamente,
a
unidade
familiar.
Todas as
garantias
legais
existentes
para
proteger
as
famílias
foram
ignoradas
— e isso
não pode
ser
aceito.
Precisamos
agir
porque o
silêncio
vira
permissão.
Se o
Estado
pode se
sobrepor
aos pais
e aos
médicos
sem
provas,
nenhuma
família
está
segura.
Se não
reagirmos,
esse
pesadelo
não vai
parar em
uma
única
casa.
Cada
noite
forçada,
longe
dos
pais,
aprofunda
o trauma
dessas
crianças
— e
cria um
precedente
perigoso
para
outras
famílias.
O que
aconteceu
em
Arroio
Grande
pode
acontecer
em
qualquer
lugar,
com
qualquer
pai ou
mãe que
questione
ou siga
uma
orientação
médica
responsável.
Mas se
vencermos
esta
batalha, enviaremos
uma
mensagem
poderosa.
De que
mães e
pais não
estão
sozinhos.
De que
as
famílias
não são
descartáveis.
De que o
Estado
não pode
arrancar
crianças
de lares
amorosos
sem
consequências.
Nossa
voz
coletiva
pode
devolver
essas
crianças
aos
braços
dos pais
— e
proteger
muitas
outras.
Este é o
nosso
momento
como
pais e
mães.
Por
essas
crianças.
Por essa
mãe.
Pelos
nossos
próprios
filhos.